
Senhor,
Tu que és a fonte da vida
Eterna sabedoria e bondade
Derrama sobre meu espirito
Luzes da tua verdade
Senhor,
Tu que és onipotente, onipresente e onisciente
Essência de todas as formas
Derrama sobre meu ser
Luzes da tua glória
Senhor,
Tu que és o Deus das causas impossíveis
Cura as feridas de minha dor
Derrama sobre meu corpo
Luzes do teu amor
Senhor,
Cura meu coração enfermo
Sara a febre da discórdia
Derrama sobre meus erros
Luzes da tua misericórdia
Senhor,
Escutai as minhas súplicas
Renova em mim toda esperança
Derrama sobre meus pensamentos
Luzes das tuas Bem-Aventuranças
Senhor,
Que teu nome esteja sempre nos meus lábios
E que teu amor alimente o ego do meu coração
Pra quando a morte do meu corpo físico chegar
Meu espírito das tua mãos receberá
As luzes da eterna salvação.
Autor - José Augusto Cavalcante

Se um dia eu cair e todos os ossos quebrassem
E nada do meu corpo sobrasse
Ficando apenas os destroços
Elevo minha alma ao céu
Por que confio no Pai Nosso
II
Se um dia eu for desprezado pelas pessoas
Deixando-me de lado como uma coisa a toa
Nem por isso me alvoroço
Fico sempre numa boa
Por que confio no Pai Nosso
III
Se um dia eu for palco de um fracasso
Continuarei firme no que faço
Eu não paro e nem me encosto
Sigo sempre os mesmos passos
Por que confio no Pai Nosso
IV
Se um dia a terra explodir
E tudo vier a ruir
Como num grande terremoto
Não vou gritar e não vou fugir
Por que confio no Pai Nosso
V
Se um dia eu estiver vencido
E o tempo me envelhecido
Sentirei apenas saudades dos amigos
Jamais terei remorso
Por que confio no Pai Nosso
AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

Enquanto nos corações houverem sentimentos de egoísmo e vaidade
Enquanto os corpos se vestirem de riqueza e púrpura
Enquanto as ofertas forem palcos nas praças em turbas
Caminharão todos em busca do fogo da infelicidade
II
Enquanto a fé em cristo estiver fragilizada
Enquanto os corpos estiverem com as almas impuras
Enquanto os lábios oram e os corações murmuram
Caminharão todos em busca do fogo da infelicidade
III
Enquanto o amor não servir a caridade
Enquanto a soberba estiver escondida em nossas atitudes
Enquanto a cegueira transformar erros em virtudes
Caminharão todos em busca do fogo da infelicidade
IV
Enquanto nossos interesses forem usados na solidariedade
Enquanto nossos irmãos necessitados forem excluídos
Enquanto os gritos da fome não forem ouvidos
Estarão todos caminhando em busca do fogo da infelicidade
AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

Quando sol causticante tortura minha terra,
Seus raios transcendem meu corpo
E meu coração dilacera.
Quando as águas límpidas dos rios perdem-se em poluição
O sangue das minhas artérias coagula-se
E não há mais circulação.
Então minha alma entristecida procura um novo abrigo,
Um lugar onde todos sejam irmãos ,
E os irmãos sejam amigos.
Onde o mal não me alcance
E o amor seja uma constante em cada coração.
Lá, construirei uma nova morada
E cantarei a cada alvorada
Hinos da eterna salvação.
Ao entardecer,
Louvarei ao Senhor meu Deus
Um eterno canto de amor,
Por me compreender e aceitar-me
Exatamente do jeito que sou.
AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE
CHAMA-ME
Quando sentires que te enganaram, chama-me.
Quando sentires que tudo acabou, chama-me.
Quando sentires vontade de desabafar, chama-me.
Quando sentires vontade de chorar, chama-me.
Quando sentires solidão, chama-me.
Quando sentires saudades, chama-me.
Quando sentires vontade sorrir, chama-me.
Quando sentires falta de carinho, chama-me.
Quando sentires vontade de amar, chama-me.
Quando sentires vontade de reconstruir, chama-me.
Quando sentires vontade de ouvir "eu te amo", chama-me.
Quando sentires vontade de..., chama-me.
Mas, se você sentir que não precisa me chamar,
Me afastarei sofrendo levando comigo a dor de te amar.
AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE
MEDO DE TUDO
Senhor,
Tenho medo quando penso
Tenho medo quando venço
Tenho medo quando perco
Tenho medo dos meus erros
Tenho medo dos meus desejos
Tenho medo do que falo
Tenho medo quando calo
Tenho medo das minhas atitudes
Tenho medo das minhas virtudes
Tenho medo do nada
Tenho de tudo
Até da minha própria imagem.
Então vem senhor,
E ficas comigo.
Tira-me deste castigo
Derramando sobre meu espírito,
Luzes da tua coragem.
AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE
SÚPLICAS DE UM PECADOR
Senhor,
Aqui estou,
Prostrado, envergonhado,
Um vaso quebrado,
Um corpo aos pedaços,
Um resto de barro,
Que sobra de mim.
Escuta Senhor os meus gritos,
Eu te imploro, eu te suplico,
Mas por favor, salva meu espírito.
Livra-me dos caminhos avernos,
Das torturas do inferno,
Do calor das fornalhas,
Das chamas incendiárias,
Das brasas incandescentes,
Das grutas ardentes,
Dos vales de lágrimas,
Da boca salgada,
Da febre que aleija,
Da escravidão das trevas,
Dos ventos uivantes,
Dos gritos satânicos
Dos olhos fumegantes,
Dos abraços mortais,
Das lanças afiadas,
Das carnes dilacerados,
Dos corpos em brasas,
Dos garfos infernais.
Senhor,
Eu te suplico,
Interceda a misericórdia do pai eterno
Que salve-me do fogo do inferno,
E das mãos impiedosas de satanás.
AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE