sábado, 22 de novembro de 2008

REFLEXÃO - LÁGRIMAS DE JESUS



Que bom seria
Se todos tivessem compreendido
O sermão da montanha,
Ou sentissem as dores das lágrimas
Que rolaram na face de Jesus
E molharam o Monte das Oliveiras.
Com certeza a humanidade teria paz,
E nós nos amaríamos muito mais.

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ALMA EM SÚPLICA


Senhor, estou acorrentado aos erros do passado
E como castigo construí meu próprio cárcere
Um rico jazigo todo de mármore
Onde meu corpo apodrece junto aos vermes do pecado

Senhor, quebra o lacre desta sepultura
Resgata-me desta cova pútrida e frígida
Onde minha alma arde arrependida
E meu espírito agoniza em tortura

Vem, santo espírito consolador
Arrebata-me deste sepulcro podre
Antes que os vermes devorem meu corpo
Derrame sobre este túmulo o bálsamo do teu amor

Senhor, tu que és o caminho, a verdade e a vida
Salva-me deste jazigo e leva-me pra onde quiseres
Mas não permita ao meu espírito o castigo
De ver o corpo consumido pelos vermes

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

terça-feira, 18 de novembro de 2008

GOSTO HUMANO OU DIVINO


Quando nós
Em nossas orações
Pedimos graças a Deus,
É bom não transformar
Nossos desejos em pedidos,
Por que tudo que nós desejamos
Tem as impurezas do gosto humano.
É por isso que nem sempre o que é bom para nós,
É bom para Deus que tem a pureza e o gosto divino.

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

REFLEXÃO


Quanto mais nós ficamos
Em torno do bem,
Menos espaço
Deixamos para o mal.

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

FILHOS INFELIZES, IRMÃOS INIMIGOS


Meu Deus,
Olhai os lares que se tornaram abrigos
De filhos infelizes e irmãos inimigos
Fingidos de amigos
Diante da dor.

Tende piedade Senhor
Destas pobres almas ignorantes,
Jamais por um instante
Foram instrumento
Do teu amor.

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

CÁRCERE CARNAL


Senhor,
Tenho sede de você
Tenho fome de te vê
Tenho vontade de morrer
Me desprender deste cárcere
Esta carne que me envolve
Me prende e me absorve
Desde quando eu existo
Foram tantos conflitos
Que sinto-me perdido
Entre as vaidades da carne
E a humildade do espírito.
Então vem Senhor,
Tira-me deste conflito
E leva-me contigo.

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

MORTE LENTA



Quando a alma vive em pecado
Haverá um momento em que o espírito fragilizado
Atrairá para si as enfermidades da carne
E o corpo enfermiço perecerá em remorso
As lembranças sórdidas do passado

O prenúncio do desencarne
Impõe ao encarnado
A tortura do pecado
Que encarcerado no leito
Agoniza seu pesar com a morte lenta da carne

Ó morte impiedosa, paciente e invencível
Com lágrimas e gritos celebra seus ritos
Rondando o corpo até o útimo suspiro
Quando o espírito deixa o corpo abrigo
E parte endividado por mundos infinitos

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE