terça-feira, 7 de outubro de 2008

PAI NOSSO



Pai nosso que estais no céu,
Que estais na terra, que estais aqui.
Com poder e conhecimento sobre todas as coisas,
Por que és onipresente, onipotente e onisciente.
Santificado, glorificado, louvado seja o vosso nome.
Venha a nós o vosso reino,
O vosso amor, a vossa bondade, a vossa misericórdia.
Seja feita a vossa vontade no âmago da nossa alma
Para que sejamos teu servo
Assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia, alimento da vida e de nossa fé
Nos dai hoje a misericórdia do perdão,
Perdoai-nos as nossas ofensas
Porque não sabemos o que fazemos
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Êles tambem não sabem o que fazem
E não nos deixes cair em tentação
Mas livrai-nos do mal. AMEM

*
JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

RECOMPENSAS NA TERRA OU GRAÇAS NO CÉU




Para aqueles afortunados
Que nada fazem pelos irmãos necessitados,
E ainda desagradam a Deus
Com as ofensas das vaidades.
Para aqueles que tinham seus corações puros
Quando receberam graças do Senhor,
E hoje encontram-se perdidos
Nas satisfações do orgulho.
Para aqueles que tiveram chance
De servir a Deus na pureza do seu ser,
Mas preferiram gozar das alegrias
Mundanas do prazer.
Para essas pobres almas ignorantes
Que retardam a obra divina do mestre,
Um dia em desespero gritarão numa só voz:
Senhor, tende piedade, dá-me graça.
E a justiça divina que é misericordiosa
Mas não é cega, responderá!
Por que pedis graças, já gozaste como quiseste
Todas recompensas na terra,
Aqui no céu, as graças são para aqueles
Que não gozaram das recompensas terrenas.
Assim cumprirá um dos ensinamento sagrado.
"OS PRIMEIROS SERÃO OS ÚLTIMOS
E OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS
NO REINO DOS CÉUS".
Que assim seja - Amém
*
AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

ASSIM APRENDI A AMAR E SER FELIZ



Amor não é confidência, mas é preciso confiança
Amor não é conveniência, mas é preciso qualidade
Amor não é satisfação, mas é preciso contentamento
Amor não é companhia, mas é preciso convivência
Amor não é companheirismo, mas é preciso solidariedade
Amor não é insegurança, mas é preciso zelo
Amor não é comodismo, mas é preciso aceitação
Amor não é submissão, mas é preciso dependência
Amor não é equilíbrio, mas é preciso prudência
Amor não é ciume, mas é preciso estima
Amor não é sofrimento, mas é preciso paciência
Amor não é sexo, mas é preciso desejo
Amor não é carência, mas é preciso saudade
Amor não é ternura, mas é preciso sentimento
Amor não é paixão, mas é preciso entrega
Amor não é felicidade, mas é preciso amar pra ser feliz

.
JOSE AUGUSTO CAVALCANTE

domingo, 5 de outubro de 2008

REFLEXÃO


Quando a relação
Perde a essência do amor,
As lembranças do passado
Tornam-se mais agradáveis
E a angustia é inevitável.
*
AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

ARROGÂNCIA DO FILHO E O SILÊNCIO DA MÃE



Mãe,
Depois que cresci e me fiz homem
Jamais te busquei pra compartilhar das minhas alegrias.
Logo você que me ama com idolatria,
Que um dia num ato de prazer e amor,
Depois num gesto de dor,
Chorou, gritou, sofreu, deu-me a luz,
Agradeceu a Jesus por minha vinda,
Me pôs no colo do seu jeito,
Alimentou-me no peito,
Quer cuidar de mim ainda.
Não entende que sou rico e importante,
Fiquei avarento e arrogante
Não tenho tempo pra você,
Lembro-me das poucas visitas que lhe fiz,
Quanto tempo eu perdi
E foram apenas monólogos,
Em seguida um até logo,
Mesmo assim encheu-me a paciência,
Reclamando da minha ausência,
Sempre o mesmo papo furado,
Querendo dá-me um abraço,
Chamando-me de filhinho,
Eu saindo de fininho
Pra você não perceber.
Quando é que você vai entender
Que fiquei rico e importante,
Tenho dinheiro, amigos, mulheres e amantes,
Não posso perder tempo com você.
Mas, os anos passaram,
Fiquei velho, doente, prostrado e rejeitado
Sentindo a morte chegando voraz,
Tudo que conquistei vão ficando para traz,
Meus bens materiais que tanto amei irão se dividir,
Pessoas que não conheci irão usufruir
E ainda irão ri da minha estupidez,
Por que trabalhei tanto e nunca aproveitei,
Parentes que me amavam e não ajudei,
Noutra vida Deus não permitirá a eles o mesmo apego,
Para que eu sinta e sofra a dor do desprezo
Das pessoas que tanto me amou e eu desprezei.
*
Autor - José Augusto Cavalcante

CAMINHO DE VOLTA




Quando andares nos caminhos da vida
Tenha sempre o cuidado com o que deixas para traz
Mesmo que as estradas forem destruídas
O que você construiu o tempo não desfaz.
Mas o que deixaste construído nesta passagem
Além das pegadas que ficaram para traz.
Será que ficaram obras de felicidade e sorrisos nos rostos
Ou apenas tristezas, incertezas e lágrimas de desgosto
Será que semeasse o trigo da bondade
Ou cultivasse o joio que prolifera a maldade
Será que dos teus braços nasceram caridades
Ou abraçaram o orgulho, o egoísmo, a inveja e a vaidade
Será que o teu coração se revestiu de amor
Ou espalhou soberba, desprezo, sofrimento e dor
Portanto não esqueça o que você plantou
Por que as suas pegadas marcaram o caminho da volta
E quando voltares colherás em proporções maiores
Tudo que plantasse na tua passagem
*
AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

SENHOR, PERDOA MINHAS BOLBAGENS


Senhor,
As vezes em meus pensamentos
Crio formas abstratas da tua imagem,
Que bobagem,
A tua forma é indecifrável,
Nada em minha mente seria capaz
De formalizar uma imagem igual a você.
Então perdoa-me,
Por eu tentar criar para mim
Um auto-retrato seu,
Sem ao menos ter a humildade de conhecê-lo.
Senhor, quantas vezes usei das minhas palavras
Para te descrever, te definir ou mesmo falar de você,
Que bobagem,
Por mais que procure palavras em meu vocabulário,
Jamais conseguirei descrevê-lo ou defini-lo,
Porque tu és indescritível.
Então desculpa-me,
Pela minha ignorância desenfreada,
Por minha fraqueza nas palavras ditas por dizer.
Perdoa-me Senhor,
Pelos erros que cometi,
Eles aconteceram por te querer exaltar-te,
Mas descobri que antes de tudo
É preciso te amar na tua profundidade
Para poder conhecê-te de verdade.
Perdoa-me Senhor mais uma vez,
Pela minha ingratidão,
Eu jamais teria motivo ou razão
Para dizer tantas bobagens.

AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE