quinta-feira, 8 de outubro de 2009

AMOR

O amor....é uma das palavras mais
repetidas e antigas da humanidade....
Para o poeta e escritor Mário de Andrade
o amor é um verbo intransitivo, que não
precisa de complemento, nada pede,
ele por si só já é suficiente...
Para o Apóstolo Paulo o amor é fogo
que arde sem se ver, é ferida que dói
e não se sente....
Milton Nascimento canta que qualquer
maneira de amar vale a pena...
Legião Urbana diz que é preciso amar
as pessoas como se não houvesse o amanhã...
Então não espere este amanhã para dizer
o quanto você ama esta pessoa tão
importante que está ao seu lado...
Não espere encontrar alguém perfeito,
pois nós também não somos.....
Ame quem você tem........
ame cada momento da sua vida....
sua família..... seu trabalho.....
Seja como for, ame....mesmo com dúvida....
ame....ninguém nunca pecou por amar demais.....

DAMA OU VAGABUNDA


Que saudade daquela carona
Foi a minha única transa no carro
Tudo apertado, apressado
Corpos suados,
Desejos incontrolados
Toques íntimos, desatino
Mãos ávidas e ousadas
Roupas arrancadas, rasgadas
Espalhadas no banco traseiro
Tudo muito ligeiro
No ar, um cheiro de amor e sexo
Frente e verso, reverso
Pura excitação, tentação, ousadia
Orgasmos múltiplos que arrepiam
E dão aquele frio na coluna
Orgasmo que sonhava e sempre quis
E naquele frenesi
Esqueci que era uma dama
E me senti vadia e vagabunda
Mas infinitamente feliz.
.
JOSE AUGUSTO CAVALCANTE

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SOU...


Sou,
A lágrima do amor
A extensão da dor
A paixão desmedida
A partida sem adeus
O palhaço do coliseu
A saudade reprimida
Sou...
O silêncio na multidão
O leito na solidão
A fantasia do pecado
A lembrança viva
A esperança perdida
O amor do passado
Sou...
O calor do sexo
Frente e verso
Côncavo e convexo
Atração fatal
A ansiedade do desejo
A intimidade do beijo
O prazer carnal.
.
José Augusto cavalcante

sábado, 3 de outubro de 2009

BRIGAS DE CASAL


Brigamos,
Como sempre brigamos por nada
E no calor da discussão
Eu te ofendi
Você me ofendeu
Eu te feri
Você me feriu
Nos erramos
Magoamos nossos corações
E naquele instante impensável da emoção
Eu pensei em te esquecer
Tentei te esquecer
Juro que tentei
Mas desisti
Porque quanto mais eu tentava te esquecer
Mais o meu amor crescia por você
Sinto uma mistura de vontade e desejo
Sinto mesmo é falta do teu beijo
Da língua impulsiva
Da saliva
Do abraço
Do afago
Das nossas taras e manias
Das fantasias
Das nossas loucuras de amor
Ou seja lá o que for
Não vou mais tentar te esquecer
Porque eu descobri
Que eu não vivo sem você
.
José Augusto Cavalcante

O VENENO DA FOME



Para muitos não há natal
A miséria constante em suas vidas
É o prenúncio da morte viva
Que impõe aos excluídos
O veneno da fome
Pobres almas esquecidas
Jogadas ao relento
Agonizam em silêncio
A dor que o devora
Neste natal diferente
Onde a miséria está presente
A fome rasga o ventre
E os abutres humanos ignoram
.
Autor - Jose Augusto Cavalcante

terça-feira, 29 de setembro de 2009

LUA - DEUSA NUA


Lua,
Deusa nua
Fiel dama da noite
Coração confidente
Olhos reluzentes
Sorrisos radiantes
Incansável e incessante
Cruza o infinito
Por mundos desconhecidos
Buscando nos amores perdidos
Os segredos dos amantes
Lua,
Escura ou brilhante
Sempre sedutora
Como todas as deusas
De onde tu traz essa beleza
Com esse olhar estonteante
Que derramas sobre as paixões
Inebriando os corações
Dos eternos amantes
.
Jose Augusto Cavalcante

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

AMOR BANDIDO


Meu silêncio
São vontades contidas
Esperanças perdidas
Saudades reprimidas
Paixão de outrora
Coração ferido
Amor bandido
Dor que me devora

Minhas palavras
São prazeres da alma
Dos segredos desfeitos
Na intimidade da carne.
São mentiras, verdades e medos
Que brotam dos lábios
No disfarce dos vocábulos
Por sedução dos desejos

Minhas lembranças
São marcas do passado
Com dores na alma.
São mágoas que navegam
No oceano das minhas ilusões
E chegam aos meus olhos como cachoeiras
Encharcando meu travesseiro
Com lágrimas de minhas frustrações

Meus sonhos
São flash pervertidos
Caminhos proibidos
Vontades insanas
Carências humanas
Estranhas vidas
Pessoas perdidas
Amores estranhos
.
AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE