quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SOU...


Sou,
A lágrima do amor
A extensão da dor
A paixão desmedida
A partida sem adeus
O palhaço do coliseu
A saudade reprimida
Sou...
O silêncio na multidão
O leito na solidão
A fantasia do pecado
A lembrança viva
A esperança perdida
O amor do passado
Sou...
O calor do sexo
Frente e verso
Côncavo e convexo
Atração fatal
A ansiedade do desejo
A intimidade do beijo
O prazer carnal.
.
José Augusto cavalcante

sábado, 3 de outubro de 2009

BRIGAS DE CASAL


Brigamos,
Como sempre brigamos por nada
E no calor da discussão
Eu te ofendi
Você me ofendeu
Eu te feri
Você me feriu
Nos erramos
Magoamos nossos corações
E naquele instante impensável da emoção
Eu pensei em te esquecer
Tentei te esquecer
Juro que tentei
Mas desisti
Porque quanto mais eu tentava te esquecer
Mais o meu amor crescia por você
Sinto uma mistura de vontade e desejo
Sinto mesmo é falta do teu beijo
Da língua impulsiva
Da saliva
Do abraço
Do afago
Das nossas taras e manias
Das fantasias
Das nossas loucuras de amor
Ou seja lá o que for
Não vou mais tentar te esquecer
Porque eu descobri
Que eu não vivo sem você
.
José Augusto Cavalcante

O VENENO DA FOME



Para muitos não há natal
A miséria constante em suas vidas
É o prenúncio da morte viva
Que impõe aos excluídos
O veneno da fome
Pobres almas esquecidas
Jogadas ao relento
Agonizam em silêncio
A dor que o devora
Neste natal diferente
Onde a miséria está presente
A fome rasga o ventre
E os abutres humanos ignoram
.
Autor - Jose Augusto Cavalcante

terça-feira, 29 de setembro de 2009

LUA - DEUSA NUA


Lua,
Deusa nua
Fiel dama da noite
Coração confidente
Olhos reluzentes
Sorrisos radiantes
Incansável e incessante
Cruza o infinito
Por mundos desconhecidos
Buscando nos amores perdidos
Os segredos dos amantes
Lua,
Escura ou brilhante
Sempre sedutora
Como todas as deusas
De onde tu traz essa beleza
Com esse olhar estonteante
Que derramas sobre as paixões
Inebriando os corações
Dos eternos amantes
.
Jose Augusto Cavalcante

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

AMOR BANDIDO


Meu silêncio
São vontades contidas
Esperanças perdidas
Saudades reprimidas
Paixão de outrora
Coração ferido
Amor bandido
Dor que me devora

Minhas palavras
São prazeres da alma
Dos segredos desfeitos
Na intimidade da carne.
São mentiras, verdades e medos
Que brotam dos lábios
No disfarce dos vocábulos
Por sedução dos desejos

Minhas lembranças
São marcas do passado
Com dores na alma.
São mágoas que navegam
No oceano das minhas ilusões
E chegam aos meus olhos como cachoeiras
Encharcando meu travesseiro
Com lágrimas de minhas frustrações

Meus sonhos
São flash pervertidos
Caminhos proibidos
Vontades insanas
Carências humanas
Estranhas vidas
Pessoas perdidas
Amores estranhos
.
AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SE PARTIRES...


Se um dia tu partires
Leva-me contigo
Por esses mundos infinitos,
Porque o teu caminho é meu destino
E os seus braços meu abrigo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O AMOR EM MIM




O amor em mim
É um sentimento tão profundo
Que jorra da alma
A lágrima da saudade
Sobre os versos que componho
O amor em mim
Tem um estranho prazer no desprazer
Mas, sem ele perco o pulsar do coração
Desconheço o limite da razão
E vivo a sensação que vou morrer
O amor em mim
Não consigo compreender
Por ele, sofro a insanidade da loucura
A amargura de todas as torturas
Mas, sem ele não consigo sobreviver