sexta-feira, 5 de setembro de 2008

TERNAS RECORDAÇÕES





Partiste para bem distante
Doravante estivesse perto
Só aumentaria minha dor
Pra que tua presença sem o teu amor
Se a muito já não sentia o teu calor
Nem o pulsar do teu coração
Você se foi
Restaram do nosso passado
Ternas recordações
Presente em meus pensamentos
Sentimentos das minhas frustrações
Foste covarde quando partiste
Pois naquele momento difícil
Quebraste meu rosário de emoções
Sacrílegas tambem desmoronaram
As minhas doces ilusões
E por tudo que guardo na memória
Não posso compreender por que mataste
O encanto singular da nossa história
Ó Deus, eu que tanto acreditei no amor
Jamais imaginei que o nosso chegaria ao fim
Mas neste mundo de ilusões
Tudo nasce, cresce, reproduz e morre
Essa é a verdade
As próprias flores
Florescem e murcham no jardim
Contudo, nunca pensei
Que meu sonho de felicidade
Terminaria assim
*
AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE

TARDE DE AMOR


Tarde envolvente
Desejo ardente
Corpos quentes
Sede de prazer
Eu e você
Carícias sem medo
Nas pontas dos dedos
Mãos atrevidas
Vontades incontidas
Fogo subindo
Tesão explodindo
Sexo e instinto
Lábios famintos
Bocas ávidas
Línguas ousadas
Taras e loucuras
Amantes em luxúrias
Fazendo tudo de amor
Esqueço quem sou
É puro prazer
Eu e você
Numa tarde de amor
*
AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

VÍTIMA DA AVAREZA


Mãe, depois que cresci e me fiz homem
Jamais te busquei pra compartilhar das minhas alegrias.
Logo você que me ama com idolatria,
Que um dia num ato de amor,
Num gesto de dor,
Chorou, gritou, sofreu, deu-me a luz,
Agradeceu a Jesus por minha vinda,
Me pôs no colo do seu jeito,
Alimentou-me no peito,
Quer cuidar de mim ainda.
Não entende que sou rico e importante,
Fiquei avarento e arrogante
Não tenho tempo pra você,
Lembro-me das poucas visitas que lhe fiz,
Quanto tempo eu perdi
E foram apenas monólogos,
Em seguida um até logo,
Mesmo assim encheu-me a paciência,
Reclamando da minha ausência,
Sempre o mesmo papo furado,
Querendo dá-me um abraço,
Chamando-me de filhinho,
Eu saindo de fininho
Pra você não perceber.
Quando é que você vai entender
Que fiquei rico e importante,
Tenho dinheiro, amigos, mulheres e amantes,
Não posso perder tempo com você.
Agora...que estou prostrado,
Velho, doente e rejeitado,
Percebo a morte chegando voraz,
Tudo que conquistei ficarão para traz,
Meus bens que tanto amei irão se dividir,
Pessoas que não conheci irão usufruir
E ainda irão ri da minha estupidez.
Trabalhei tanto e não aproveitei,
Parentes que me amavam e não ajudei,
Noutra vida Deus não permitirá a eles o mesmo apego,
Para que eu sinta e sofra a dor do desprezo
Das pessoas que tanto me amaram e eu desprezei.
*
Autor - José Augusto Cavalcante

ENTREGUE AO SENHOR


Senhor,
Estou entregue em tuas mãos,
Não permita que me afaste um só momento de ti,
Prepara-me para o grande encontro contigo.
Ampara-me quando chegar o sopro final no dia da minha morte.
Chama-me quando quiseres para junto de ti,
Assim poderei louvar-te por toda eternidade
Na irmanação dos espíritos escolhidos,
Dando graças ao Senhor meu Deus
Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo.
QUE ASSIM SEJA.
*
AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

EU E VOCÊ



Encontro, converso
Conversa, amizade
Amizade, paixão
Paixão, amor
Amor, dor
Dor, separação
Separação, distância
Distância, saudade
Saudade, tristeza
Tristeza, depressão
Depressão, cura
Cura, procura
Procura, reencontro
Reencontro, desejo
Desejo, sexo
Sexo, união
União, convivência
Convivência, descobertas
Descobertas, conhecimentos
Conhecimentos, certezas
Certezas, confirmações
Confimações, confiança
Confiança, amor
Amor, eu e você
Você e eu, nós.
*
Autor - José Augusto Cavalcante

SENHOR, PERDOA MINHAS BOBAGENS


Senhor,
As vezes em meus pensamentos
Crio formas abstratas da tua imagem,
Que bobagem,
A tua forma é indecifrável,
Nada em minha mente seria capaz
De formalizar uma imagem igual a você.
Então perdoa-me,
Por eu tentar criar para mim
Um auto-retrato seu,
Sem ao menos ter a humildade de conhecê-lo.
Senhor,
Quantas vezes usei das minhas palavras
Para te descrever, te definir ou mesmo falar de você,
Que bobagem,
Por mais que procure palavras em meu vocabulário,
Jamais conseguirei descrevê-lo ou defini-lo,
Porque tu és indescritível.
Então desculpa-me,
Pela minha ignorância desenfreada
Nas sutilezas das palavras ditas por dizer.
Perdoa-me Senhor,
Pelos erros que cometi,
Eles aconteceram por te querer exaltar-te,
Mas descobri que antes de tudo
É preciso te amar na tua profundidade
Para poder conhecê-lo de verdade.
Perdoa-me Senhor mais uma vez,
Pela minha ingratidão,
Eu jamais teria motivo ou razão
Para dizer tantas bobagens.

AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE

SENHOR, DERRAMA UM POUCO MAIS


Senhor,
Derrama um pouco mais do teu amor sobre nossas famílias
Para que os sentimentos inferiores desapareçam
E a fome de insatisfação com sede de discórdia
Seja saciada com o bálsamo do teu amor.
II
Senhor,
Derrama um pouco mais da tua paz sobre nossas famílias
Para que a tortura da humilhação e do egoísmo desapareçam
E o amor que derramaste sobre nossos lares
Prevaleça em torno de ti.
III
Senhor,
Derrama um pouco mais da tua misericórdia sobre nossas famílias
Infundi em cada coração sentimentos de harmonia, confiança e generosidade
Assim construiremos novos abrigos, onde todos sejam irmãos
E os irmão sejam amigos.
*
AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE